
Palco no deserto, looks icônicos, colaborações improváveis e muita, mas MUITA música boa. O primeiro final de semana do Coachella 2025 já deixou claro: a cultura pop segue viva, exagerada e, graças a Lady Gaga, até operística.
Entre os dias 11 e 13 de abril, a cidade de Indio, na Califórnia, foi mais uma vez o centro do universo pop com performances que deixaram a internet em chamas. Teve diva consagrada, k-pop em versão solo, rap cinematográfico, eletrônica com pegada futurista e até homenagem holográfica. Bora relembrar os melhores momentos?
Lady Gaga e a “ópera pop” da era Mayhem
Gaga não brinca em serviço. De volta ao Coachella depois de sete anos, ela encerrou a sexta (11) com um show dividido em quatro atos e um gran finale digno de Broadway, coro sinfônico e lágrimas no glitter. O novo álbum, Mayhem, foi o fio condutor de uma apresentação teatral e intensa. Entre os destaques, a estreia de faixas como “Garden of Eden” e “The Beast”, além de hits clássicos como “Poker Face” e “Judas”.
Missy Elliot e Travis Scott: os reis do rap
O hip hop também teve seu momento de glória. Missy Elliot fez a plateia viajar no tempo com coreografias insanas, figurinos que mudavam em segundos e hits que todo mundo sabia cantar. Já no sábado (12), Travis Scott transformou o palco em um espetáculo sci-fi, com uma orquestra no meio do público e dançarinos flutuando em cabos invisíveis. Literalmente fora da gravidade.
Alok representa o Brasil com estilo
Nosso DJ brasileiro Alok chegou com tudo no Sahara Tent. Além de soltar batidas que colocaram gringo pra dançar, ele trouxe o grupo de dança Urban Theory, que fez uma performance visual alucinante com braços sincronizados criando formas geométricas. O auge? A participação de Ava Max cantando “Sweet But Psycho”.
LISA e Jennie: BLACKPINK em modo solo
Depois de brilhar em grupo em 2019, LISA e Jennie mostraram suas forças como artistas solo. LISA veio com o álbum “ALTER EGO”, narrado em cinco identidades diferentes, misturando dança, rap e uma estética poderosa. Jennie, por sua vez, encerrou o domingo (13) com o disco “Ruby” e um show emocional que terminou com “You & Me” em versão épica, com direito a fogos e papel picado voando.
Teve mais: Charli XCX, Paramore e eletrônica classe A
- Charli XCX transformou o palco num manifesto estético BRAT-core e homenageou SOPHIE em um set recheado de colaborações.
- Paramore voltou aos palcos após uma pausa e deixou os emos da plateia com os olhos marejados com “Decode” e “Misery Business”.
- E na cena eletrônica, além de Alok, nomes como Peggy Gou, Fred Again.. e Romy trouxeram batidas para todos os gostos — da introspecção à catarse coletiva.
Esse foi só o primeiro fim de semana. O segundo já está batendo na porta e promete ainda mais surpresas. Quem será que vai viralizar dessa vez?